Falando de mulheres


O grande (em todos os sentidos) escritor inglês G. K. Chesterton, em seu magistral livro "What's Wrong With the World", que aliás pode ser baixado de graça da Net, escreve acerca da mulher (ele estava mais exatamente falando das "sufragetes", que pediam - e conquistaram - a abominação que é o direito de voto para as mulheres) uma enorme e frequentemente menosprezada verdade:

A mulher tem, em seu temperamento natural, uma capacidade de concentração infinitamente maior que a do homem. Ela, assim, tem uma capacidade que o homem não tem: a capacidade de ser mãe. Não falo apenas no sentido biológico do termo, mas no sentido da criação dos filhos. A mulher consegue ser, ao mesmo tempo, cozinheira, contadora de histórias, médica, professora... Ela não será tão boa cozinheira quanto o "chef' de um restaurante francês, mas certamente contará histórias melhor que ele. Não será tão boa contadora de histórias quando um escritor, mas cozinhará melhor que ele, etc. Mais ainda: ela não apenas consegue fazer tudo isso, mas ao fazer tudo isso consegue aproveitar ao máximo suas capacidades naturais.

A mulher, assim, escreve Chesterton, tem seu lugar natural em um topo de montanha, de onde domina todos os caminhos. Só assim a sua capacidade de perseverança pode ter plena vazão. Quando a mulher se põe a fazer coisas "de homem", quando ela se coloca em uma pequena trailha fechada, que é só o que é acessível ao homem, ela é, por sua perseverança e concentração, infinitamente superior ao homem (é por isso que costumo dizer que "lugar de mulher é na cozinha, pois se elas saem da cozinha dominam o mundo"!).

Chesterton dá como exemplo uma moça que venha a trabalhar em alguma organização ativista qualquer. Em pouco tempo, ela estará mais dedicada à causa da organização que seu próprio fundador, não importando os obstáculos. Isto ocorre porque ela está aplicando a uma coisa pequena, ínfima, a uma coisa feita à medida de um homem, à medida da parca capacidade de concentração e pequena perseverança de um homem, sua infinita capacidade natural. Esta causa, porém, não bastará para ela. Ela será sempre infeliz, sempre incompleta. Esta causa não lhe permite que expanda e use até o fim suas capacidades, como o permite a maternidade.

Entre os judeus, a mulher é dispensada do cumprimento de todos os deveres religiosos com hora marcada. Ela não precisa dizer as orações nas horas certas, por exemplo, enquanto o homem precisa. Isto ocorre porque para o homem, sem esta disciplina, não é possível crescer em santidade. A desordem, a indisciplina, é mais natural e mais forte no homem que na mulher.

Para a mulher, esta disciplina é natural, não adquirida. Costumo dizer que para carregar cem quilos daqui até ali, chama-se um homem., Para carregar cinco quilos por duzentos quilômetros, chama-se uma mulher. Sua capacidade de perseverança e concentração é tão maior que a do homem, que vemos o tempo todo exemplos do uso desta capacidade.

A louca assassina que montou um abortuário em um navio, por exemplo, jamais poderia ser um homem. Digo isso porque ela leva a sua macabra causa a limites que um homem não levaria. Um homem faria campanhas, faria protestos, mas não iria tão longe.

No extremo oposto do espectro, vemos uma religiosa contemplativa ou uma mãe. Elas levam sua dedicação (a Deus diretamente, ou - através dos filhos - indiretamente) a limites imensamente superiores aos que um homem poderia suportar.

O próprio trabalho doméstico, por exemplo, aquele de que nossos ancestrais já diziam que "trabalho de mulher nunca acaba", é algo que está infinitamente além da capacidade da imensa maioria dos homens. Que homem solteiro - a não ser que esteja acostumado a disciplinar-se, forçando à ordem sua natureza decaída, como o faz um religioso ou um militar - mantém sua casa sempre impecável, limpa e arrumada? Que mulher solteira, ao contrário, tem a sua casa desordenada. Pouquíssimas! São elas a proverbial exceção que confirma a regra.

A dedicação no amor, também, é atributo especialíssimo do belo sexo. Mesmo dentre as mulheres do mundo, a que ama não trai. Já entre os homens, o mesmo não ocorre (acerca disso escrevi um artigo que pode ser lido em minha página). Eis a razão pela qual é tão mais comum sabermos de maus padres, que violam seu sagrado voto de celibato, que de freiras que o façam.


©Prof. Carlos Ramalhete - livre cópia na íntegra com menção do autor

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