"Ficando"

Muita gente boa hoje em dia tem manifestado preocupação com o aumento do número de mocinhas adolescentes que têm vida sexual ativa, "ficando" com muitos parceiros, etc., e procura arranjar meios para postergar esta iniciação. Na verdade o problema é totalmente outro: é a negação da realidade natural. Poucos anos depois da puberdade, as meninas "sabem" naturalmente que é a hora de se casar. Nos rapazes - que amadurecem muito mais lentamente - este processo é diferente, e em geral ele chega quando eles estão com seus vinte e cinco anos de idade. Isso é bom e querido por Deus; o problema é que isso é negado hoje tanto pelos "conservadores" quanto pelos "progressistas".  Uma menina de quatorze ou quinze anos de idade deveria estar casada, prestes a ter o primeiro filho (como Nossa Senhora), e não brincando de criança sem responsabilidade alguma. Se ela fica assim, o que acontece é que:

1 - Ela vai ficar sonhando e suspirando com o marido que era para ter (apaixonando-se perdidamente por atores de TV ou qualquer besteira do gênero);

2 - Ela vai ficar sonhando com o bebê que deveria ter (e encher seu diário, oops, agenda, oops, blog com desenhos de seres cujo ponto em comum é a cabeça desproporcionalmente grande ao corpo, como a dos bebês) ;

3 - Pior ainda, ela pode ser convencida pela sociedade que ela deve ter relações sexuais. O que acontece então é trágico: ela entregará o seu coração como deveria fazer com seu marido, mas sem garantia alguma. Ela será usada e abusada, e terá seu coraçãozinho partido. Depois de algum tempo ele irá melhorar um pouco e ela fará a mesma besteira de novo, com os mesmos efeitos. E de novo, de novo e de novo. O resultado é que seu coração irá endurecer-se e ela será incapaz de entregar-se realmente quando for casar "pra valer". Daí virá um divórcio, um filho criado só pela mãe (logo com maior chance de tornar-se homossexual), etc.

Para tornar o problema ainda maior, os "conservadores" e os "progressistas" negam-se a ver o problema. Os "conservadores" ficam propondo coisas heróicas (que são excelentes, mas o heroísmo nunca vai ser a regra ou deixaria de ser heroísmo) como manter-se em perfeita castidade até os vinte e tantos. O resultado é que as moças acabam casando tarde, tendo poucos filhos e não tendo tanta capacidade física para cuidar deles como teriam se os tivessem tido na ocasião em que Deus as fez prontas para isso, na adolescência. Vão cansar logo, vão ter problemas hormonais, etc. As que tenham mantido a castidade serão evidentemente mais felizes, mas mesmo assim terão sofrido desnecessariamente, ao deixar para fazer algo dez anos depois da hora com enorme esforço sem benefício algum (comparado com um casamento na hora certa, não com fornicação na hora de casar seguida por um casamento tardio). Os "progressistas" propõem "liberar geral", distribuir pílulas, etc., arrasando com qualquer possibilidade de uma relação saudável mais tarde (as mocinhas terão o coração partido tanta vezes que não mais conseguirão confiar e entregar-se plenamente ao esposo, a não ser por graça especial de Deus).

Ambos ignoram o problema real, que é uma sociedade enlouquecida em que uma mocinha em idade de casar (entre treze e quinze) tem que esperar para casar-se na idade em que um rapaz deve se casar (vinte e cinco, mais ou menos). Ao invés de incentivar o que está na nossa natureza, ou seja, o matrimônio entre uma mocinha de quatorze e um rapaz dez anos mais velho, a sociedade quer que os cônjuges tenham a mesma idade (o que é como regra péssimo, com raras e honrosas exceções) e que se casem na idade em que um rapaz sente nascer o desejo de constituir família, dez anos depois da moça. Mulheres não são homens, e não é aplicando a elas a regra masculina que algum problema pode ser solucionado.

Para piorar a situação, as bestas de plantão ainda fazem questão de misturar no mesmo saco algo que é perfeitamente natural, embora esteja sendo expresso de forma severamente desordenada, e algo que é doentio e antinatural. Refiro-me às acusações, cada vez maiores nos EUA, de "pedofilia" que são feitas contra rapazes mais velhos que fornicam com mocinhas de quatorze anos de idade. Ora, uma mocinha de quatorze anos de idade é uma mulher pronta para casar; o que está errado aí é a fornicação, não a idade da moça. Pedofilia é o desejo antinatural por meninas pré-puberes (que aliás o jornal O Globo resolveu propagandear dia desses, dando um exemplar de "Lolita", de Nabokov, de graça para quem comprasse o jornal), não um desejo natural expresso de forma desordenada (fora do casamento). Provavelmente isto ocorre como maneira de 
legitimar a pedofilia verdadeira, a doentia, usando um rótulo falso para impedir que o problema verdadeiro seja visto. É interessante perceber como é comum que estes casos sejam atacados com especial virulência pelos mesmos paspalhos que não vêem problema algum em uma menina de treze ou quatorze ir para a cama com meninos de quinze ou dezesseis: como para eles é ainda cedo demais para pensar em casamento (em geral o homem torna-se psicologicamente capaz de casar-se aos dezessete ou dezoito, e é realmente levado a isso naturalmente por volta dos vinte e cinco apenas), pode-se negar o casamento das mocinhas como solução e incentivar a promiscuidade.

©Prof. Carlos Ramalhete - livre cópia na íntegra com menção do autor

1 comment:

  1. Qual seria o tempo ideal de namoro de uma moça de 17 anos e um rapaz de 27, por exemplo?

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