Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete
Era necessário para a salvação dos homens que houvesse uma doutrina revelada por Deus, além das disciplinas filosóficas que investiga a razão humana - S. Tomás de Aquino
V - A HISTÓRIA DA FAMÍLIA
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete
Um problema de definição
As raízes e seus ramos
As primeiras universidades foram instituições religiosas. Do mesmo modo, os valores humanos dos laicistas mais exacerbados – como a dignidade da pessoa humana, o valor da vida ou a adesão a um código ético – são versões reduzidas e resumidas de preceitos cristãos.
Contudo, em alguns meios de intelectualidade rasa, é moda prezar os valores oriundos do cristianismo e, ao mesmo tempo, desprezar a religião que os gerou. Antes dela, na Roma pagã, por exemplo, a vida humana pouco valia: o pai tinha direito de vida e morte sobre toda a família, e no circo o “palhaço” era morto por feras. Se não fosse a ascensão do cristianismo, ainda hoje seria assim; se o cristianismo desaparecesse, os valores humanistas também desapareceriam, por falta de base. Sem sua base cristã, a única razão para aceitar estes valores é “porque sim”.
São Paulo ou “Seu” Paulo?
O Ministério Público Federal (MPF) mandou tirar os crucifixos das repartições do estado de São Paulo, alegando que a sua presença ofenderia os não católicos. Mas... será que não deveríamos, então, falar do estado de “Seu” Paulo? Mais ainda, do estado do inominável, na medida em que São Paulo, em homenagem a quem o estado foi batizado, ops, nomeado, só recebeu esta homenagem por ter sido apóstolo cristão?
Campanha exagerada
Apolo e Dionísio
O que mais me chamou a atenção foi o contraste absoluto entre os assassinos, entre o norueguês apolíneo que mata crianças e a inglesa dionisíaca que mata a si mesma.
Apolo, deus do Sol, simbolizava a ordem, a razão, a clareza, mas as flechas de seu arco causavam a peste. Dionísio, deus do vinho, simbolizava a embriaguez, a entrega aos prazeres da vida, os excessos. Sob o nome de Baco, era celebrado pelos romanos nas bacanais.
IV - A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (4)
A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (4)
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete
Já mencionei o famoso, ou antes infame, nobre que teria dito que o povo deveria comer capim; talvez tenha sido uma sugestão infeliz para um nobre dar, já que este regime, ao que se saiba, só foi feito por um personagem muito nobre. Talvez, contudo, haja uma simplicidade seria digna de um sultão, ou mesmo de um cacique selvagem, nesta solução; é neste toque de inocência autocrática que eu mais insisti ao tratar das reformas sociais de nossos dias, especialmente da reforma social conhecida como divórcio.
Minha preocupação principal é com o método arbitrário, mais que com o resultado anárquico. Assim como o velho tirano mandaria muitos homens comer capim, o novo tirano faria de muitas mulheres novilhas soltas no pasto. De qualquer modo, para variar um pouco o simbolismo lendário, este rei de conto de fadas nunca parece perceber que a coroa de ouro na cabeça é um símbolo menos, não mais, sagrado e sacramentado que a aliança de ouro no dedo da mulher.
Universidade para quem?
Autorização para matar
Um americano viajou à Irlanda, e lá ficou surpreso com a quantidade de pessoas com o que antigamente se chamava mongolismo e hoje é chamado “Síndrome de Down”. Raríssimas na sociedade americana, estas pessoas a quem Morris West se referiu como “aqueles a quem Deus deu a graça da eterna inocência” são muito mais comuns na Irlanda.
A razão da diferença proporcional é simples: nos EUA, eles são mortos. Mortos em condições controladas e assépticas, em clínicas esterilizadas, assim que o pré-natal faz com que os pais saibam que o filho é assim. Já na Irlanda, onde o aborto é proibido, a pena de morte não é aplicada de modo tão automático.
O estudo da Filosofia
Ora, ensina-nos o próprio São Tomás que "studium philosophiae non est ad hoc quod sciatur quid homines senserint, sed qualiter se habeat veritas rerum" ("o estudo da filosofia não trata do que as pessoas pensaram, mas da verdade das coisas"; isso deveria ser tatuado no lado de dentro das pálpebras de quem quer que procure estudar filosofia).
III - A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (3)
A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (3)
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete
Há um bom tempo se vem tentando, de modo curiosamente persistente, esconder o fato de que a França é um país cristão. Certamente há franceses envolvidos na conspiração, e indubitavelmente houve franceses – ainda que eu só saiba dos ingleses envolvidos – na tentativa, derivada daquela, de esconder o fato de que Balzac tenha sido um escritor cristão.
Este é um trabalho em curso; antes de atingir sua forma final para publicação impressa, este texto ainda será cotejado novamente com o original, e a ele serão acrescentadas notas explicativas que facilitem sua compreensão pelo leitor atual.
Comecei a ler Balzac muito depois de ter lido seus admiradores, e eles nunca me haviam sequer insinuado esta verdade. Eu lera que seus livros eram encadernados em capas amarelas, e seriam “desavergonhadamente franceses”, ainda que me tenha sido sempre algo um pouco nebuloso entender como ser francês poderia ser uma coisa desavergonhada para um francês.
Brazilian tolerance
Verdadeiro e Falso Ecumenismo
Se "Fora da Igreja não há Salvação", o que é o Ecumenismo?
Infelizmente esta é uma confusão muito comum, especialmente em certos meios ditos "progressistas"; esta confusão, na verdade, é fruto do chamado "relativismo", uma heresia já condenada pela Igreja muitas e muitas vezes.
A Bíblia
Ouça o áudio:
Eclesiologia protestante
Vejamos então um pouco de eclesiologia.
Páscoa, celebrando a vida
II - A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (2)
A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (2)
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete
Dei o título de “A Superstição do Divórcio” aos dois ou três artigos que publiquei sobre este tema; não se trata de um título tomado ao acaso. Enquanto o amor livre me parece uma heresia, o divórcio realmente me parece uma superstição. Não apenas é mais supersticioso que o amor livre, mas é muitíssimo mais uma superstição que o matrimônio sacramental mais estrito; dificilmente seria possível exagerar ou insistir demais sobre este ponto.
Este é um trabalho em curso; antes de atingir sua forma final para publicação impressa, este texto ainda será cotejado novamente com o original, e a ele serão acrescentadas notas explicativas que facilitem sua compreensão pelo leitor atual.
I - A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (1)
A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (1)
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete
Mas há um jeito mais simples de apontar meu erro, tão simples quanto fatal: eu quis uma janela, sem pensar se queria uma casa.
Este é um trabalho em curso; antes de atingir sua forma final para publicação impressa, este texto ainda será cotejado novamente com o original, e a ele serão acrescentadas notas explicativas que facilitem sua compreensão pelo leitor atual.
Sem escolha não há liberdade
Eu gosto muito de café, mas só de café sem açúcar. A maior parte das pessoas prefere o café doce, com abundantes colheradas daquele pó branco que me enjoa e, para mim, estraga o sabor de um bom café.
Dizem alguns que o café deve ser tomado sem açúcar, por questões de saúde, de paladar, de estética, que sei lá eu. Eu sei é que eu gosto dele sem açúcar. Esse gosto, contudo, é meu. Gostos podem e devem ser diferentes: que se tome café com açúcar, com aquelas tristes gotinhas penitenciais, com sal, com mel, com rapadura e canela, mas que, sobretudo, cada um possa escolher como o prefere.
Essa escolha, que parece evidente, é cada vez mais negada às pessoas. Não digo no caso do café, que aparentemente a voracidade legiferante de nossos supostos representantes ainda não descobriu, mas em outros campos é cada vez mais comum que tenhamos de seguir as regras impostas por algum intrometido bem-intencionado. Em muitos lugares, por exemplo, as crianças já não podem escolher o que comem na escola. E nem são os pais que fazem a escolha, o que seria aceitável e natural em se tratando de crianças, mas algum burocrata oculto: “sanduíches não são saudáveis; que comam maçãs”!
Do mesmo modo, o dono de um bar, em muitos lugares, não pode mais escolher se quer ou não permitir que os seus fregueses fumem. Um burocrata já decidiu por ele, já lhe negou o direito de escolher. Que sorte que ainda não nos proibiram de escolher batata fritas nos restaurantes!
Afinal, quem não escolhe não pode fazer a escolha errada. Quem nunca faz a escolha errada não aprende a escolher. Ora, a incapacidade de escolha é a maior característica do escravo. Havia escravos que não apanhavam, mas não havia escravos que pudessem escolher. Não vejo nada de saudável em tratar quem quer que seja como escravo, nem uma criança nem um dono de bar.
Quando os burocratas descobrirem o cafezinho e quiserem proibir, ou ao menos controlar, as fartas colheradas com que os outros estragam tão saborosa beberagem, reclamarei do mesmo jeito. A saúde é de quem a tem, o gosto – ou mau gosto – é de quem faz a escolha. Sem escolha não há liberdade, e negar a liberdade é negar a humanidade.
Vai um cafezinho, aí?