IV - A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (4)

IV
A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (4)

Autor: G.K. Chesterton
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete


Já mencionei o famoso, ou antes infame, nobre que teria dito que o povo deveria comer capim; talvez tenha sido uma sugestão infeliz para um nobre dar, já que este regime, ao que se saiba, só foi feito por um personagem muito nobre. Talvez, contudo, haja uma simplicidade seria digna de um sultão, ou mesmo de um cacique selvagem, nesta solução; é neste toque de inocência autocrática que eu mais insisti ao tratar das reformas sociais de nossos dias, especialmente da reforma social conhecida como divórcio.

Minha preocupação principal é com o método arbitrário, mais que com o resultado anárquico. Assim como o velho tirano mandaria muitos homens comer capim, o novo tirano faria de muitas mulheres novilhas soltas no pasto. De qualquer modo, para variar um pouco o simbolismo lendário, este rei de conto de fadas nunca parece perceber que a coroa de ouro na cabeça é um símbolo menos, não mais, sagrado e sacramentado que a aliança de ouro no dedo da mulher.

Universidade para quem?

Gazeta do Povo - Publicado em 27/09/2007 | Carlos Ramalhete

Em 1919 meu avô fez vestibular, com exames orais e escritos. Dentre outras, havia prova oral de latim. Em 2001, um analfabeto passou em nono lugar no vestibular. No princípio do século passado, havia faculdades de Filosofia, Direito, Medicina e Engenharia. Ano passado, vi cartazes anunciando uma faculdade de “visagismo e estética capilar” (sim, senhoras e senhores, faculdade de cabeleireiro!).

Autorização para matar

Gazeta do Povo - Publicado em 21/07/2011 - Carlos Ramalhete

Um americano viajou à Irlanda, e lá ficou surpreso com a quantidade de pessoas com o que antigamente se chamava mongolismo e hoje é chamado “Síndrome de Down”. Raríssimas na sociedade americana, estas pessoas a quem Morris West se referiu como “aqueles a quem Deus deu a graça da eterna inocência” são muito mais comuns na Irlanda.

A razão da diferença proporcional é simples: nos EUA, eles são mortos. Mortos em condições controladas e assépticas, em clínicas esterilizadas, assim que o pré-natal faz com que os pais saibam que o filho é assim. Já na Irlanda, onde o aborto é proibido, a pena de morte não é aplicada de modo tão automático.

O estudo da Filosofia

22-jun-2011

Movido por um saudável entusiasmo com São Tomás de Aquino, há quem não entenda muito bem o que é a filosofia e para que ela serve, e assim corra o risco de cair numa idolatria pseudo-tomista.

Ora, ensina-nos o próprio São Tomás que "studium philosophiae non est ad hoc quod sciatur quid homines senserint, sed qualiter se habeat veritas rerum" ("o estudo da filosofia não trata do que as pessoas pensaram, mas da verdade das coisas"; isso deveria ser tatuado no lado de dentro das pálpebras de quem quer que procure estudar filosofia).

III - A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (3)

III
A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (3)

Autor: G.K. Chesterton
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete


Há um bom tempo se vem tentando, de modo curiosamente persistente, esconder o fato de que a França é um país cristão. Certamente há franceses envolvidos na conspiração, e indubitavelmente houve franceses – ainda que eu só saiba dos ingleses envolvidos – na tentativa, derivada daquela, de esconder o fato de que Balzac tenha sido um escritor cristão.

Este é um trabalho em curso; antes de atingir sua forma final para publicação impressa, este texto ainda será cotejado novamente com o original, e a ele serão acrescentadas notas explicativas que facilitem sua compreensão pelo leitor atual.

Comecei a ler Balzac muito depois de ter lido seus admiradores, e eles nunca me haviam sequer insinuado esta verdade. Eu lera que seus livros eram encadernados em capas amarelas, e seriam “desavergonhadamente franceses”, ainda que me tenha sido sempre algo um pouco nebuloso entender como ser francês poderia ser uma coisa desavergonhada para um francês.

Brazilian tolerance

Why are Brazilians particularly tolerant of problems, such as neighbours playing loud music, and long queues at the bank?

Verdadeiro e Falso Ecumenismo

Se "Fora da Igreja não há Salvação", o que é o Ecumenismo?

Infelizmente esta é uma confusão muito comum, especialmente em certos meios ditos "progressistas"; esta confusão, na verdade, é fruto do chamado "relativismo", uma heresia já condenada pela Igreja muitas e muitas vezes.

A Bíblia

História da Bíblia, para que a Bíblia serve e para que não serve, cânone bíblico, refutação da doutrina protestante da Sola Scriptura (a heresia segundo a qual a Bíblia conteria a totalidade do que Deus nos ensina), etc.

Ouça o áudio:

Eclesiologia protestante

O principal erro do protestantismo não é o Sola Scriptura; este é a caixa de Pandora, e só isso. O que, porém, levou Lutero a abrir esta caixa? Um erro de eclesiologia. A eclesiologia protestante está de cabeça para baixo, e é isso que os leva a aceitar algo tão irracional quanto "acreditar só na Bíblia" quando a própria Bíblia diz que não é para "acreditar só na Bíblia" (e isso se deixarmos de lado outras coisas importantes, como o fato de não haver nenhum cânone definido no próprio texto inspirado, o que já faz do cânone bíblico algo extra-bíblico...).

Vejamos então um pouco de eclesiologia.

Páscoa, celebrando a vida

Gazeta do Povo - Publicado em 24/04/2011 | Carlos Ramalhete*

As coisas mais presentes são normalmente as mais fáceis de esquecer. Só nos damos conta de que respiramos se prestarmos atenção, mas ai de quem parar de respirar! A mais básica de todas essas coisas óbvias, porém esquecidas, é a vida. Quem lê um texto no jornal está vivo. Também quem o escreve. Todos os que nos cercam, todas as pessoas que amamos, ou mesmo quem nos são indiferentes, estão vivos. Isso é óbvio, mas não é por ser óbvio que perde valor.

II - A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (2)

II
A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (2)

Autor: G.K. Chesterton
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete


Dei o título de “A Superstição do Divórcio” aos dois ou três artigos que publiquei sobre este tema; não se trata de um título tomado ao acaso. Enquanto o amor livre me parece uma heresia, o divórcio realmente me parece uma superstição. Não apenas é mais supersticioso que o amor livre, mas é muitíssimo mais uma superstição que o matrimônio sacramental mais estrito; dificilmente seria possível exagerar ou insistir demais sobre este ponto.
Este é um trabalho em curso; antes de atingir sua forma final para publicação impressa, este texto ainda será cotejado novamente com o original, e a ele serão acrescentadas notas explicativas que facilitem sua compreensão pelo leitor atual.

I - A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (1)

I
A SUPERSTIÇÃO DO DIVÓRCIO (1)

Autor: G.K. Chesterton
Tradução: ©Prof. Carlos Ramalhete



É futilidade falar de reforma sem referência à forma. Tirando um exemplo do bolso do colete: nada me parece tão belo, tão maravilhoso, quanto uma janela. Todo caixilho é mágico, quer se abra ao oceano ou ao quintal; ele sempre está na fronteira do paradoxo e do mistério derradeiros da limitação e da liberdade. Se, contudo, eu seguisse os meus instintos, que me arrastam a desejar um número infinito de janelas, eu acabaria sem paredes. Aliás, diga-se de passagem, acabaria também sem janelas, pois a janela cria um quadro ao enquadrar o que por ela se vê.

Mas há um jeito mais simples de apontar meu erro, tão simples quanto fatal: eu quis uma janela, sem pensar se queria uma casa.
Este é um trabalho em curso; antes de atingir sua forma final para publicação impressa, este texto ainda será cotejado novamente com o original, e a ele serão acrescentadas notas explicativas que facilitem sua compreensão pelo leitor atual.

Sem escolha não há liberdade

Gazeta do Povo - Publicado em 14/07/2011 |

Eu gosto muito de café, mas só de café sem açúcar. A maior parte das pessoas prefere o café doce, com abundantes colheradas daquele pó branco que me enjoa e, para mim, estraga o sabor de um bom café.

Dizem alguns que o café deve ser tomado sem açúcar, por questões de saúde, de paladar, de estética, que sei lá eu. Eu sei é que eu gosto dele sem açúcar. Esse gosto, contudo, é meu. Gostos podem e devem ser diferentes: que se tome café com açúcar, com aquelas tristes gotinhas penitenciais, com sal, com mel, com rapadura e canela, mas que, sobretudo, cada um possa escolher como o prefere.

Essa escolha, que parece evidente, é cada vez mais negada às pessoas. Não digo no caso do café, que aparentemente a voracidade legiferante de nossos supostos representantes ainda não descobriu, mas em outros campos é cada vez mais comum que tenhamos de seguir as regras impostas por algum intrometido bem-intencionado. Em muitos lugares, por exemplo, as crianças já não podem escolher o que comem na escola. E nem são os pais que fazem a escolha, o que seria aceitável e natural em se tratando de crianças, mas algum burocrata oculto: “sanduíches não são saudáveis; que comam maçãs”!

Do mesmo modo, o dono de um bar, em muitos lugares, não pode mais escolher se quer ou não permitir que os seus fregueses fumem. Um burocrata já decidiu por ele, já lhe negou o direito de escolher. Que sorte que ainda não nos proibiram de escolher batata fritas nos restaurantes!

Afinal, quem não escolhe não pode fazer a escolha errada. Quem nunca faz a escolha errada não aprende a escolher. Ora, a incapacidade de escolha é a maior característica do escravo. Havia escravos que não apanhavam, mas não havia escravos que pudessem escolher. Não vejo nada de saudável em tratar quem quer que seja como escravo, nem uma criança nem um dono de bar.

Quando os burocratas descobrirem o cafezinho e quiserem proibir, ou ao menos controlar, as fartas colheradas com que os outros estragam tão saborosa beberagem, reclamarei do mesmo jeito. A saúde é de quem a tem, o gosto – ou mau gosto – é de quem faz a escolha. Sem escolha não há liberdade, e negar a liberdade é negar a humanidade.

Vai um cafezinho, aí?


©Prof. Carlos Ramalhete - livre cópia na íntegra com menção do autor
Aviso ao leitor: Alguns artigos foram escritos em algum momento dos últimos quinze anos; as referências neles contidas podem estar datadas, e não garantimos o funcionamento de nenhuma página de internet nele referida.

A educação dos filhos

Agora nós vamos falar sobre a educação dos filhos. Isso é uma coisa muito importante que hoje infelizmente muita gente esquece que existe.O que não falta por aí são crianças que infelizmente não são educadas.





- Gravado em julho/2011 -


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Quase ex-protestante

Nós vamos falar agora pra você que pertence a alguma denominação protestante, ou até já pulou de uma pra outra, de galho em galho, e que procurando a verdade acabou percebendo que a Verdade, o Caminho e a Vida apenas se encontra em um lugar...







Gravado em Julho/2011

©Prof. Carlos Ramalhete - livre cópia na íntegra com menção do autor
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Estreia na Gazeta do Povo

Carlos Ramalhete estréia sua coluna semanal no jornal Gazeta do Povo.

Seria bom que os leitores deste blog prestigiassem a iniciativa dos editores deste jornal pela contratação do novo colunista enviando uma mensagem para lá parabenizando-os.

O que é ser católico

Hoje nós vamos falar sobre o que que significa ser católico. Hoje em dia as pessoas, infelizmente, têm uma tendência muito grande de não entender o que que é a Igreja. As pessoas têm uma tendência a achar que a Igreja é uma denominação cristã...

Ouça só o audio:


Ou assista ao vídeo:

- Gravado em junho/2011 -

©Prof. Carlos Ramalhete - livre cópia na íntegra com menção do autor
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Ser um bom sujeito basta?

Muita gente diz que não precisa ser cristão, não precisa se converter, porque ele é um bom sujeito. Ele não mata, ele não rouba, ele é um cara legal. Pô, será que não basta ser um cara legal?

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- Gravado em junho/2011 -

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O Sentido do Sofrimento

Nós vamos falar agora do sofrimento. O sofrimento é uma coisa de que a nossa sociedade foge. Por que? Porque a nossa sociedade é uma sociedade que conseguiu um domínio do próprio corpo humano e da natureza que nunca existiram em momento nenhum...

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- Gravado em junho/2011 -

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Porque ir à Missa

Neste papo, o Prof. Carlos Ramalhete trata de porque ir à Missa decididamente não é algo que possa ser substituído por rezar em casa. A Missa é outra coisa!



- Gravado em junho/2011 -

©Prof. Carlos Ramalhete - livre cópia na íntegra com menção do autor
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Homossexualismo: O que diz a Igreja

Neste papo com o Prof. Carlos Ramalhete, o tema é o que diz a Igreja sobre o homossexualismo.

Nós vamos falar agora sobre um tema que está ganhando, infelizmente, muita relevância nessa crise cultural por que estamos passando, que é a doutrina da Igreja sobre o homossexualismo.

Ouça só o audio:



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- Gravado em junho/2011 -

©Prof. Carlos Ramalhete - livre cópia na íntegra com menção do autor
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